Energia Solar Residencial é como a Internet, descentralizada e livre

  • 26/08/2015 às 21:21
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 Na comunicação online, emissores e receptores estão em igualdade de condições. No campo da energia, a Geração Distribuída também é assim: consumidores não dependem mais de grandes fontes e produzem sua própria energia. 

A estrutura energética brasileira é a mesma há 50 anos. No sistema existente, de geração centralizada e de mão única, utilizamos grandes hidrelétricas e termelétricas, que produzem energia distante de onde será consumida. As primeiras dependem da chuva e geram impactos ambientais, como desmatamento , decorrentes da construção de reservatórios e de longas linhas de transmissão. As segundas são muito caras e extremamente poluidoras.

Madeira de desmatamento para a construção da usina de Belo Monte (Lalo de Almeida / Folhapress).

Campanha na China projeta imagem de crianças chorando na fumaça de termelétricas (Xiao Zhu).

Mas o sistema energético vem aos poucos se tornando uma via de mão dupla: o produtor consome, e o consumidor produz, numa alternativa à geração centralizada das grandes fontes. Isso já aconteceu, por exemplo, com a informação. Passamos de uma produção centralizada e top-down para um mundo em que cada vez mais cidadãos têm a oportunidade de criar, compartilhar e vender informações.

Podemos fazer uma analogia com a disseminação dos microcomputadores perante os grandes computadores centrais (“main frames”). Os computadores pessoais e a Internet possibilitaram um sistema interconectado que mudou a relação das pessoas entre si e destas com as informações disponibilizadas nesse sistema. O modelo “Um para Todos” da Comunicação de Massa, onde um centro emissor envia suas mensagens a um grande número de receptores passivos e dispersos, passa a coexistir com o modelo “Todos para Todos”, onde o receptor também é emissor.

Hoje vivemos essa mesma onda quando falamos de energia. Vivemos numa sociedade em rede, e é natural que todos os sistemas, inclusive o energético, estejam conectados e sejam complementares. Essa tendência é inexorável, e responde pelo nome de Geração Distribuída. Ela permite que o consumidor, residencial ou comercial, produza sua própria energia no local onde será consumida, operando em conjunto com as redes elétricas públicas. Em outras palavras, a energia agora também pode ser produzida, vendida e distribuída por todos.

Prosumers

O termo Prosumer ilustra bem isso. Formado pelas palavras producer (produtor) + consumer (consumidor), apareceu pela primeira vez em 1980 no livro “The ThirdWave”, de Alvin Toffler. Ele se referia às transformações ocorridas na sociedade trazidas pela “Era da Informação” (a “primeira onda” teria sido a revolução agrícola e a “segunda onda”, a revolução industrial).

Segundo Tofler, hoje vivenciamos a “quarta onda”, relacionada à sustentabilidade e ao meio ambiente. Novas demandas sociais, históricas e culturais determinam as mudanças na relação das pessoas com o mundo. Assim, podemos sentir cada vez mais essa mudança na relação entre a forma como produzimos e consumimos energia.

Pensando nisso, a SolarGrid quer liderar esse processo no Brasil. Num mundo em que não se vive sem energia, não existe nada mais poderoso do que você produzir sua própria energia usando, por exemplo, uma fonte inesgotável e abundante como o sol.

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